Você quer ser livre demais
Livre demais
Mas não sabe que talvez
Essa liberdade não te cure
Desde pequeno você podia ir brincar
Não tinha hora pra voltar
Todos amigos tinham Pais que lhe chamavam
Mas os teus te deixavam livre demais
Nas fases seguintes da vida
Você não tinha com quem contar
Porque você podia escolher o que bem quisesse
Você foi livre/Você foi livre
Mas não teve apoio,mas não foi amado
Foi abandonado em nome de Liberdade.
A humanidade cada vez mais luta por direitos
Mas não tem obrigações
A única talvez seja a de ser Livre demais.
A humanidade corre em passos descompassados como quem prevê que vai cair
Mas quer cair na frente,em primeiro lugar.Por querer ser livre demais.
Ela não sabe pra onde vai.E marcha sempre avante.Nunca recua.
Recuar pra quê? Ponderar pra quê ? Refletir-se pra quê?
O tempo passa rápido. "Carpe Diem!" Uhuuuuu!!!
A humanidade está conseguindo tudo o que reinvindica,mas será que
ela se encontra EVOLUÍDA mesmo?
Quão volátil estão as relações,lares despedaçados,namoros traumáticos,garotas tratadas
como prostitutas e garotos tratados como cafajestes.Nós não nascemos para esse fim.
Garanto que quando você nasceu sua mãe e Pai quiseram o melhor para vc.
Você achou que ser melhor é ser mais sexy,é fazer tudo o que quer,é desrespeitar,
é não amar,não se arrepender do que faz,não pedir perdão.
Simplesmente ir em frente,como se estivesse em condições de prosseguir antes de uma "regulagem".
Tudo isso por querer ser livre demais.
E aqueles que tentam e tentaram impedir o triste fim de uma sociedade que resvala num abismo
de relativismo e descartabilidade são julgados de "old century" de desajustados,tolos e ignorantes.
Pense numa família que reúna tudo o que os modernos pregam:
Sexo descartável,amor,pra q amor?
Casais do mesmo sexo,maconha,cocaína,dinheiro,futilidades,desrespeito,processos de filhos em pais.
A Pura essência dos valores é a mesma.Antiga.Funciona.
A modernidade quer,a todo custo,relativizar o Amor,o valor de um casamento,o valor de um ser humano,o mal que as Drogas fazem.
Segue um poema antigo que fiz que diz um pouco do que sinto no momento:
Palavras do Norte (Raphael Nascimento)
O mar ficou mais calmo desta vez
No instante em que ela gritou mais forte
Mudando, de repente sua tez
Palavras que ardiam como cortes
Lançadas, disparadas,palavras do norte!
Maciças, espessas, de grande porte.
Ditas em vida, entendidas em morte
Cronologicamente de vanguarda
Estendidas ao chão
Vistas, porém nao olhadas,contrárias, em contramão
Bastante preciosas a quem soube escutar
Ouvidas de novo quando algo mudar
Mas sempre não muda
Humanidade surda, afundada no mar.