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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Renata
O vento passou e assobiou
Despenteando o cabelo dela
Ela mal notou, ou notou, mas fingiu não ser com ela
E seguia olhando em frente...
Implacável, decidida por um antigo amor.
Dessa Odisséia fez sua vida, embora lhe trouxesse alguma dor
Sabia ela que o que trazia no peito era forte o bastante para se arriscar
Um sentimento sublime, perfeito, bonito de se olhar
Às vezes sentia-se só, um aperto no peito
Mas sonhava com o dia em que teria em seus braços, o seu amor de direito.
Era uma pessoa singela e pacata
De sorriso muito belo, atendia por Renata
Diferente de todas as outras mulheres
Mas de beleza igualmente nata
Esperava no vaivém de pedestres na rua
Por alguém prestes a ser seu
Seu antigo par, seu sempre-par...
Do seu barco , o mar: que não se perdeu em esquecimento
Dos seus braços, o abraço: que faltava para constar
De sua boca, o beijo; conseguido almejo, sonho a se concretizar...
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Um suspiro
Um Suspiro pela Natureza
Tão bela,imensa e vasta
Fará falta no Futuro
Dessa humanidade Nefasta
Quando o ar necessário para o suspirar
Não mais houver
E você,pela primeira vez,agonizar
Puxar,puxar
E nada vir...
Só o desespero
Como a vida encontrada num bueiro
Como a mata morta em meio a poluição
Como as águas sufocadas por um lixão
Aí então,
A percepção de que pudemos cuidar de nossos rios;
e rimos da situação.
Que zelamos por nossos Ipads,celulares e eletrônicos
Mas no entanto degradamos as nossas redes,belos lugares botânicos.
Um papel jogado,um lixo no chão pode ser pequeno,
ao ver as toneladas produzidas,notamos que é na dose
onde está o Veneno!
Me lembro quando pequenos,onde tinhamos mais deslumbre
pela beleza da Natureza,das coisas simples da Terra.
Será que ainda há tempo para o ser humano ver que ele erra?
