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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Eu era poeta!
Eu queria escrever um poema
Mas de fato não me sinto apto
Se a vontade por si bastasse
E o papel acatasse
O que do mundo capto,
Eu abriria as comportas da mente:
E ria,sorridente,como um mentecapto
E ao ver o jorrar das ideias
Inundando a tristeza e a ignorância
Iria me ver satisfeito
Banhado,em meu leito
Como na minha infância
Em um sonho quem sabe viesse
Me dando palavras em ordem direta
Ordenando que quando acordasse
Mesmo que ainda teimasse
Eu era poeta.
Pensava não ser capaz
De sentir-me audaz
A escrever arte
Mas vi que levo comigo
Sempre em mim um abrigo
Está em qualquer parte.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Anagrama
Eu tinha escrito no verso do verso
Tinha escrito a poesia ao avesso
Tinha escrito o sentimento contrário
Eu quase não noto
O que eu anoto
E que,na distração,
Se fez...
Uma antipoesia
Contrariada
e caquetica.
Mas nunca
Sem sentido
Pois o sentido
Quem dá é o poeta
Alquimista das palavras e dos sentidos
Da materia implícita e explítica
Às vezes a gente força
A palavra a dizer tudo
O que ele nunca pensou dizer,
Adjetivar,
Exprimir...
Quem é que está com Lápis
e papel aqui?
Eu tinha escrito um verso
e no seu verso se fazia mais um!
Era como que uma réplica
Àquela instigante palavra
Escrevi Amor
E no verso saiu Roma
Viajei no tempo,como quem Salta
Trouxe no peito um Atlas
Mais uma tonelada de poesia...

