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domingo, 7 de julho de 2013
Recompositor
Meu divã sempre foi
O meu caderno em dupla com a caneta
Tantos versos,tantos poemas
Os meus problemas
Guardados na gaveta...
Tão dispersos
Meus dilemas
Na distância da luneta
Meu divã quando a tristeza
Partia rumo a me partir
Sempre foi olhar pro nada
Sem jamais me exaurir
Como quem espera resposta
Como quem não faz porque gosta
Mas faz porque não sabe pedir
Nos momentos mais insanos
Onde tudo concorria
Pra que o riso eu anulasse
Feito bobo eu sorria
Não sei porque o fazia
Mas continuava sem que parasse
Não sei se fui perseverante
Não sei se aquilo era fé
Não sei porque mantive firme
até hoje não sei se o que é
Comia uns chocolates
Vivia a observar tudo enquanto
Quando me vi
Me vi escritor
Ai de mim se não escrevo
Ai de mim se não canto
Eu escrevo para não morrer
Eu escrevo para me curar
E eu canto para não esquecer
Que quando eu escrevo
Estou a me alimentar
Ai de mim se eu não compor!
Não recomponho-me...
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