quinta-feira, 7 de junho de 2012

Amortecido





Desde a infância
Fui sufocando a minha dor
Minhas tristezas
Fui despejando debaixo de um colchão
O mundo me via sorrindo,
O mundo me via eufórico,
Mas quem disse                  
Que o mundo me via
Se eu mesmo me escondia
Em meio ao torpor?

Foi sempre assim...

E eu elegi o que me entorpecia
Como o que me acolhia
Quando,na verdade,me encolhia,oprimia,anulava
Me matava...

Percebi que isso só me afastava
Para mundos bem distantes
E a cura que eu sondava
Que pedia e implorava
Jamais viria
Estava podre
Cheirando a morte
Num velho colchão.

Sorrisos programados
Respostas prontas
Olhares perdidos
Coração dilacerado
Era o que há tempos me fazia amortecido
Vítima da morte
Sonolento por um beijo
Coberto por véus de mentiras e embriaguez
Julgava ter lucidez
Mas não
Não tinha nada!

Felicidades,amor próprio,amizades
Me fazia aos trios,grupos,aos pares
Aos bares...
Embora sempre só
Embora sempre pó
Jogado ao vento

3 comentários:

Luis Carlos César disse...

É a realidade de muitos de nós. A espera de que algo dê sentido, retome, refaça. É preciso queimar o colchão, sair pela porta (se preciso) dos fundos, fugir e respirar o ar da "liberdade". Não podemos deixar de lutar. É preciso coragem! Belo e verdadeiro, obrigado pelo texto.

remelos disse...

Amoreco, tava esperando o final feliz. Faz a parte 2, heheh. beijão

Raphael Nascimento disse...

Eu que agradeço a sua leitura.
Obrigado Luís!
Renata melo,final feliz vai depender de quem ainda vive assim mudar.