domingo, 26 de fevereiro de 2012

Renata



O vento passou e assobiou
Despenteando o cabelo dela
Ela mal notou, ou notou, mas fingiu não ser com ela

E seguia olhando em frente...
Implacável, decidida por um antigo amor.
Dessa Odisséia fez sua vida, embora lhe trouxesse alguma dor
Sabia ela que o que trazia no peito era forte o bastante para se arriscar
Um sentimento sublime, perfeito, bonito de se olhar
Às vezes sentia-se só, um aperto no peito
Mas sonhava com o dia em que teria em seus braços, o seu amor de direito.

Era uma pessoa singela e pacata
De sorriso muito belo, atendia por Renata
Diferente de todas as outras mulheres
Mas de beleza igualmente nata
Esperava no vaivém de pedestres na rua
Por alguém prestes a ser seu
Seu antigo par, seu sempre-par...
Do seu barco , o mar: que não se perdeu em esquecimento
Dos seus braços, o abraço: que faltava para constar
De sua boca, o beijo; conseguido almejo, sonho a se concretizar...

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