Prego impregnado
Bem preso, já surrado
Minha cabeça de ferro dói...
Já oxidada
Desfaz-se rachada em pedaços,no chão.
Existem tantos outros como eu
Em lojas de material de construção
Inseridos em madeiras,
Dispostos em fileiras
Um verdadeiro Batalhão de cabeças-chata
Da minha mesma região.
Que edificam cidades
E Grandiosas capitais
Porém,nos têm como pregos
Morrerão cegos
Diante dos olhos da indiferença
Diante da incansável doença que é
Ver o irmão,distinto
ver do roxo,um lilás
Ver fraco,um sagaz
Ver tolo, qualquer vulto
É se fazer do insulto
Eu sinto bem esse baque
De ter minha raiz,meu sotaque
Oxidando...
Um comentário:
Muuuito talentoso!
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