sábado, 11 de setembro de 2010

Estocolmo




Como vou ficar
Se me apaixonar
Por quem só me fez e faz sofrer
Como vou medir
O que certo aqui
Se já nem sei mais o quê?

Por quem aprisionou Um sentimento
frágil e dependente
Agir de forma incoerente
adolescentemente...

É como estou,
Estocolmo se tivesse me encostando com os lábios numa faca
Descansando a cabeça num travesseiro em brasa
Saudade do que não faz bem
Conscientemente reconheço
Que cada tropeço
Cada passo errado
é fruto desse insano sentimento esfarrapado

Mensurar o menor gesto com uma lente de aumento
de uma emoção exaurida
Amplificadamente,erradamente
quantificada aparentemente sem feridas
Mas dentro d'alma
Não
Mas dentro d'alma
Não...

3 comentários:

renata disse...

pesado amor

Beto disse...

Eu crente que era sobre a capital da Suécia mais estocolmo disse o poeta. Gostei das ligações entre as frases.

Raphael Nascimento disse...

É sobre a Síndrome de Estocolmo.
Que acontece com vítimas de sequestro.