Era um tempo
Em que as flores eram secas.
Não podiam sorrir
Tampouco chorar...
Não davam fruto
Sempre de luto
Em lama e espinho,em desalinho
Palidez, clara tez, sua pouca cor
"Dubtez" muitos talvez
Gritos de dor.
Sofrimento sem lamento
Superações Agrestes
Flores secas, fortes, bravas
Destinadas, do Nordeste!
Em concreto, um objeto rejeitado
Selva de pedras!
Olha arranha-céus Deslumbrado
Temente a Deus,Ignorante a dor
Alimenta os seus
Com puro e pleno amor
Sempre muito simpático
Nada burocrático na hora de sorrir
Sorri mesmo de graça
Seja lá quem faça
Sua boca abrir
Vê olhos apáticos
Nos cruzamentos fantásticos
Das ruas em contramão
Olha suas mãos cheias de calos
criados lá no sertão!
Que a justiça seja feita
Com quem faz mal a um povo
Amigável e prestativo assim
Que sofre de preconceitos
Desmerecidos rejeitos
Eu tiro por mim...
Só por viver uma vida cigana
Que sai da terra amada
Atrás de um futuro,ter grana
Em meio a contos de fada
Deus do céu atenda a prece
Com pressa Te peço agoniado
Que ilumine o meu povo
Que carece
De amor e de muito cuidado
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